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18 de março de 2011

Assim como Brigitte Bardot e Serge Gainsbourg

Era uma noite bem fria, em pleno verão.
Era um perdido e outro desnorteado,
Era uma velhinha que vendia sonhos,
Era bem pequeno o sonho, mas era deles.

Era uma tarde cinza, o cabelo todo molhado,
Era naquela mesa, no mesmo canto perto de um piano,
Era o seu olhar fugitivo,
Era o fim.

29 de outubro de 2010

O pedido de Bardot

Bardot pediu a Gainsbourg para escrever
A canção de amor mais bonita que podia imaginar
e ele escreveu Je t'aime moi non plus.

22 de junho de 2010

Bony e Clyde, talvez

É uma questão de preservação do passado derradeiro,
apenas isso. Compreende ? Não disse que seria fácil
tentar esquecer algo digno de não ser esquecido, mas
fazer o que, né. Sorrisos de cereja, refris cítricos,
filmes da Audrey Hepburn, noites mal dormidas,
rosas e um poema. Realmente, nós tentamos,
mas acho que não éramos capazes de dar
reticências pra algo que era visivelmente frágil.
Só nos resta ouvir "te olho, te guardo, te sigo,
te vejo dormir" pra tentar recuperar um pouco
dos tempos de menino, ou quem sabe folhar
a biografia da Brigitte Bardot à procura da tão
fatídica frase "Je t'aime noi non plus". Podíamos
ter sido Bony e Clyde, Serge e Brigitte, Holly e
Fred, Dorothy e o homem de lata, Cecília e
Francisco, mas éramos, nada menos que Pierre
e Sophie. Nossa estória ainda não se findou.

Nota: Se acaso você ler isso, saiba que, como
no cinema, te devo rosas e um poema.