28 de fevereiro de 2010

Bom dia, Tristeza

Maysa Monjardim, de longe a minha cantora de
música brasileira favorita. Não foi por causa da
minissérie que a Rede Globo exibiu entre 5 e
19 de janeiro do ano passado, e nem somente
por sua linda voz. Ainda me lembro quando o
meu pai me deu um cd da novela setentista
"Estúpido Cupido" que tinha a dramática canção
"Meu mundo caiu" na trilha sonora, levei um
tempo pra considerá-la um hino da minha vida.
No meu aniversário de 15 anos, ganhei uma
biografia jornalística dela da minha melhor amiga,
e apesar de levar uns meses pra chegar ao
fim da 247ª página, pude concluir com a
maior certeza que ela era a mulher da minha
vida. Cada linha que terminava, era como
se estivesse lendo minha própria descrição.
Hoje ela esá no pedestal das mulheres da
minha vida, tanto pela sua voz, sua intensidade
e principalmente, pela sua personalidade ímpar.

Maysa morreu em 1977, num acidente na
Ponte Rio-Niterói, tinha apenas 40 anos.

24 de fevereiro de 2010

Achei uma marca de camisetas que estampa
textos do Caio Fernando Abreu, achei brilhante
essa ideia. Vão aí algumas frases desse escritor
que tem um modo bem peculiar com um estilo
bem Clarice Lispector. Fui procurar sobre ele
depois que uma amiga me indicou. Modéstia
a parte, não tinha visto um brasileiro tão
ousado e ao mesmo tempo tão sensível ao
escrever daquele jeito. Vale a pena procurar.



"Estendi a mão. Ele não podia acei tá-la. Eu não devia estendê-la."

"Quero perder-me nele, como o que nunca terei."

"Pouco importa o que poderia me afastar desta tentativa quem
sabe inútil de recuperá-lo, ou o que trouxe
consigo desde que veio e se foi."

"Bebi mais. Que não tinha importância. Gostar,
o passado, a moça, os pés. Eu não podia ter memórias."

"Do lado direito da boca da moça uma espécie de divertida
amargura. Mas no esquerdo, havia apenas dureza.
Ou vazio Ou nada disso, não importa."

"Abraça tua loucura antes que seja tarde demais."