29 de junho de 2010

Como uma terça qualquer

"A mi propio entierro fui, sola y llorando" - canta Mercedes
Sosa na música "Como la cigarra". Acho que não é nem uma
música para mim, e sim, um hino. Depois de um dia que pode
ser considerado normal, estou aqui tentando escrever algo.
O tradicional chá de terça saiu hoje, e veio acompanhado
(gratuitaente) de deliciosos biscoitos doces. E claro, a
companhia também estava apropriada pra essa terça-feira
ensolarada e fria de inverno. Me decepcionei por não achar
o livro do meu escritor preferido nas prateleiras da seção
de romances na Bibioteca Pública, e olha, foi difícil pra
mim achá-lo entre tantos nomes consagrados. Só sei que ele
fica perto de Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade e
Clarice Lispector. Voltando à Mercedes Sosa, ouço agora uma
outra música dela, parece tão profunda, mas cantada com uma
simplicidade invejável. E por falar nisso, uma simpática
garota disse que eu sou "bonito", cheguei até sorrir, tímido.
Assim como ontem, o céu está digno de ser admirado. Quando
deito na grama, semi-seca e recém-aparada, fico procurando
um limite pro céu. Concluo que o céu não existe, é tudo um
infinito. Infinito que, de certa forma, me deixa confuso.
Olha, a garota das mexas azuis toma chimarrão. Ainda prefiro
meu café. Ainda prefiro me exilar dentro de uma xícara.

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