Senhor D. queria comer chocolate. Sua memória fazia questão de relembrá-lo das mordidas que estimulavam possíveis pensamentos arbitrários à sua própria vontade: ou mordia um grande pedaço e o mastigava com ímpeto enquanto a pasta alimentícia composta de cacau e açúcar se dissolvia no interior de sua boca ou mordia fragmentos menores e os mastigava como se fosse comida oriental, visando o bom aproveitamento da pasta alimentícia composta de cacau e açúcar. Senhor D. era um homem feliz. Sobretudo quando conseguia limpar 90% do pó acumulado da sua casa sem janelas pra algum quintal verdejante com alguma horta com cebolinhas, abóboras gigantes e um banco de praça decorativo debaixo de algum flamboyant de troncos retorcidos. Senhor D. conseguiria fixar o cartaz que pretendia em cima da cômoda da tevê. Ele ficaria muito feliz com isso.

Tá contando minha rotina agora, é?
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