Finalmente o ano começou no país das antas, refrões sem nexo e da desnorteada Glória Perez. Enquanto a novela das nove caminha pelas trevas teledramatúrgicas, as minorias se esgoelam na vida real para não serem representadas por um fundamentalista que chegou ao poder como a Morena na Turquia. Direto da bancada que mais atrasa o avanço dos direitos civis no país, Feliciano caminha sorridente pelos corredores do parlamento como caminham corruptos, ladrões e aspones, achando que não devem nada a ninguém, muito menos pra 190 milhões. Tem papa novo no pedaço e é do país da Kirschner: além de pedir sua bênção e proferir que nunca foi beijada por um papa, a presidente argentina ainda pediu ajuda ao conterrâneo na política externa do seu país, "a Europa das Américas". Regina Casé não te chamou pro programa dela? Tudo bem, embarqueis num Inter 2 lotado e aguardeis sempre o desembarque. E o Beto Richa mão de vaca, não querendo dar o embalsamado subsídio pro busão de todo dia? Na gestão passada, só faltou construir 400 metros de telefone sem fio interligando o Palácio Iguaçu ao Palácio 29 de março, a fim de combinar com o bairrista Ducci um whisky ou um churrasquinho de povo. Continuemos sendo jocosos com o sobrenome do nosso atuante e neoliberal governador. Renan Calheiros deve ter enviado um cartão de agradecimento ao Marco Feliciano junto com bombons de licor e flores colhidas nos campos de bulbo da Holanda, pagos com o cartão corporativo, é claro. A tarifa, a popularidade da Dilma, o tabaco, a tara do Silvio Santos e o furor contra o Planalto aumentaram, ao contrário da paciência do brasileiro, que tem cruzado a congestionada Ponte da Amizade pra ver se encontra uma nova, com menos impostos. O ano só começa mesmo quando o BBB acaba, felizmente não vimos Arlindo Cruz sentado na bancada do Jornal Nacional, cantarolando seu samba da globalização.
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