E suas memórias pareciam vãs, já que conseguiu ver-se livre daquilo que já não tinha utilidade. Mais precisamente quando não notou quem sempre fez-se presente, ausente de qualquer inclinação da sua parte. Nunca mais escreveu cartas. Trocou seu perfume pelos miasmas de eternos agostos. Despiu-se na porta da Igreja, causando enorme alvoroço. Ainda ontem merecia uma flor; hoje merece uma coroa de louros, pelo crescimento acentuado na taxa de desvalorização, apontada em levantamentos recentes. Verga-se compadecida por ter optado pela meia-volta e prossegue debatendo-se contra as paredes, derrubando os quadros e estragando a mobília, a expensas de um sossego fajuto que cruzou a ponte da amizade sem revista. Com sua mais inculta modéstia, pinta a boca e realça os cílios como se pintasse o mesmo quadro todo dia. Até parece que não precisa de mim.
Caleidoscópio de volta, pra mim, com um tanto de ficção (?) e fluxo de consciência... É isso? Interessante, will... Beijão!
ResponderExcluirEsse aqui mistura ficção na realidade.
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=gzD3bqxDYuQ
ResponderExcluirE ela só andará de balões enquanto não fizer uso de suas asas.
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