Uma das melhores constatações dos dias de vacas magras é perceber que possuímos certos impulsos vitais aprendidos na infância que ainda possuem um estrondoso potencial em nos proteger da artilharia do mundo que incita diariamente o quanto fracassamos. São chances oportunas que a vida dá para reconhecermos as nossas defesas mais triviais e ingênuas, aquelas que podiam representar certos poderes mágicos ou simplesmente obrigações impostas por adultos antiquados e seus métodos que estimulavam o ardor pela incompreensão subjetiva. No fundo do peito, esse fruto revigora a cada dentada.
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