26 de fevereiro de 2012

Sinhá, a soberana dos pedintes

Ela é aquela que tem as futilidades mais relevantes do mundo, representante legítima da perspicácia popular a serviço de sua personalidade minguada em comentários triviais. Atriz principal de uma utopia fajuta, adornada por grifes afamadas, regada pelos whiskys da dispensa e moldada a partir do que seu abismo embosca, concentra-se escrupulosamente em arquitetar flácidos motivos para justificar o que considera “vida chata” e exprime, gota a gota, seu fel sob o lençol de seda branco. Prefere embrenhar-se no inverossímil do que  tirar do rosto a maquiagem importada, não cumprimenta na rua e ainda olha pra lua como se fossem melhores amigas, cansada de ser simplista agora até ignora, mas não perde a chance de parecer moderna e tendenciosa em seu segmento de falsidade ideológica, quiçá seja ela a vítima de sua própria discórdia.

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