Merece sorrisos, acenos sensíveis e flores da serra, um par de brincos pra adornar suas orelhas e um rouge nas bochechas pra que os marmanjos se encantem por ela. Desce Manoela com descuido pelas ladeiras e ruelas, o vestido ousado ressalta um corpo franzino, as pernas tão magrinhas, abóbora é a cor do cabelo dela. Quando atravessa a rua, atrai suspiros e espanto, no entanto, é impossível desfrutar todo seu encanto só numa olhadela. Entreolho e ela vai, fulgurante a emergir sob o aspecto opaco da praça deserta, contrastando-se com folhas secas, bancos vazios e poesias concretas. Quando seu vulto perde-se por trás do chafariz, o que resta é rezar por Manoela. Pra que possa encontrar o que tanto procura, sem que precisem procurar por ela.
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