Ele só queria ter uma janela frente à dela, para que nos dias de inverno ele pudesse dormir quentinho e quietinho, pensando no retrato da face dela. Ele precisava somente de um suspiro, mas pensativo, quedou-se também necessitado dos beijos da donzela, que de tão bela, fazia-o abraçar o travesseiro. Ela sabia ser gentil, suas mãos eram afamadas pela maciez de sua doçura juvenil e no conjunto da obra também expunha lindos olhos pacíficos pactuados com um sorriso que debutava uma nova primavera a cada gracejo do seu recato pueril. Ele só queria fazer morada no jardim da moça, para abrir-se em flor a cada olhar disparado por retinas tão sublimes e sem regimes, dizer que era dela seu desajeitado coração.

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