Ah, se eu pudesse eu te ofereceria novamente uma rosa, um poema ou um buquê delas e uma coletânea deles. Pediria conselhos ao grande Chico pra entender o seu tipo, se fico ou se pisco, se escondo meu amor ou me arrisco, se viro o disco ou peço bis. Quando penso em dormir você aparece com os cabelos vermelhos — não tanto quanto os lábios — e tão bem se esconde na bagunça do quarto que da sua procura me faz desistir. Me perturba então saber que está por perto e que é certo desesperar-me enquanto você nada diz. São cartas marcadas, mas resta entusiasmo pra fingir que tudo passa, que a rosa pode ainda ser feliz mesmo maltratada num canto do jardim.
Parabéns, Grande Chico.
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