1 de junho de 2012

Sob pálidas estrelas

E a noite sangrava em seu complexo de hora maldita. Sob o brilho de pálidas estrelas (nenhuma cadente e inferiores às capciosas do carnaval passado, na areia da praia), a única opção era admirar a iluminação pública. Esquentado o leite quente com uma colher de açúcar, suas mãos dispensavam luvas se abrasando na quentura da caneca; relembrou do dia chuvoso, de que não trocara as meias, das quais palavras deveria procurar significado... do guarda-chuva na biblioteca. Era sempre assim, de esquecer guarda-chuva e a cabeça, sobretudo o guarda-chuva. Mas tudo bem, no dia seguinte seria sexta-feira e o segundo dia útil do mês: data estratégica para a aquisição de alguns vinténs daqueles que vos querem bem. A noite se abraçava em neblina, desperdiçando mais uma oportunidade de ser bendita.

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