12 de agosto de 2012

O último reinado dos aspones

É ano eleitoral, ano de festas. Certamente as obras que não foram concluídas no último quadriênio serão entregues, às pressas, até outubro deste. Discursos cheios de floreio, inverdades e populismo, declamados com a performance de um brioso orador ou simplesmente de um malandro bom de bico, dão o ar das graças com a típica falta de graça. Não é difícil elaborar propostas; difícil é evidenciar ideologias, compreender intenções e diferenciar o profissional do vocacionado, ou seja, aquele que está ali para defender seus próprios interesses ou o outro, que carrega no discurso e na prática o que de fato deve ser elucidado. Um bom voto é um veto a mais à política malandra, interesseira, rasteira e colonial. Pode não ser nada de mais, mas democraticamente é o que temos pra hoje.

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