2 de janeiro de 2011

Marasmo dominical

Domingo de tarde de mais um daqueles domingos em que a gente desperdiça oportunidades importantes de respirar ares menos urbanos, de gastar dinheiro com alguma bobagem dominical ou de poder estar com que a gente gosta. Acho que uns domingos não tão recentes, talvez uns trezentos e doze atrás, ainda eu conseguia aproveitar esse dia com mais astúcia. Almoços familiares, passeios pelo Centro quieto e com aqueles "como você está gordinho" que eu ganhava da minha vó. Mas ah, o tempo passa, e com o tempo a gente começa a perceber que o problema não são os domingos, somos nós. A gente fica tão chato, que até os domingos começam a respeitar nosso "estado natural de achar que tudo é chato". É começo de ano também, ainda virão outros domingos pra que, arbitrariamente, achemos que eles não passam de um simples "D" impresso no começo de cada semana. Sem querer, nós levamos todo esse marasmo dominical para os outros dias da semana, e quando notamos: Pá! quantos dias se passaram e não fizemos nada que nos valesse a pena. Hoje estou cansado demais pra fazer esse domingo valer a pena, quem sabe no próximo ou no próximo ou no próximo. Sempre assim.

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