Embora exista, a saudade pode preferir o recato, a indiferença e aquele olhar caricato de vilã mexicana fitando um ponto fixo. Mas difícil é admitir o desconforto, a sensação de que já fomos amigos, o pesar de que já foi-se a hora e que agora, pra te olhar, é preciso ter alforria. Não foi mais forte o dissabor da presença de outrem, nem sua influência dominadora e desregrada que se amarga a cada mexida. Tampouco a falta de tempo, o "tenho um compromisso" ou as dores de cabeça, a coriza da facínora rotina. E pensar que se equilibrava em meus sapatos para batizá-los, não para enlaçar mais fácil seus braços por trás dos meus ombros, como acreditava.
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