
Existem pessoas que passam por nossa vida, de tal maneira, que nos sentimos obrigados a não deixar que elas partam. Quando constatamos que o campo está frágil e que as conversas já não rendem como antes, ou ainda quando nos deparamos com o cantinho, onde somos estrategicamente colocados, começamos a acreditar que só o tempo nos tornará maduros suficientes para entrar pela porta da frente, novamente. É nessa hora que os laços acabam desfeitos, que os porta-retratos se despedaçam pelo chão, que as divagações do que acontecerá a seguir se tornam mais especuladoras. Quando Cecília partiu, não esqueceu de levar os sapatinhos vermelhos, os quadros da Marilyn e o perfume de baunilha. Mas esqueceu-se de avisar se tarda ou não de sua saída repentina.
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