25 de março de 2011

Abertas as janelas

Por mais que os dias estejam pesados, que as correntes pareçam invioláveis,
que as noites pareçam compridas e que os sorrisos sejam raridades, tenho
lhe guardado um bom lugar dentro de mim. Não sei, tenho me sentido um
tanto quanto saqueado, roubado, sentindo falta de alguma coisa. É o meu coração,
que laçado em um suspiro, se tornou a metáfora sem motivo. Anunciarei a Deus
e o mundo: você, que talvez tenha violado algo do meu peito, favor não devolvê-lo.
Alguma coisa me diz que agora ele é somente teu.

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