3 de junho de 2011

Sem título

Sentou no banco e pensou. E essa suspeita estranha articula pensamentos óbvios de como o homem pode manipular sua mente em favor do seu coração, chega a renunciar relógios e ainda pede pra reservar um cantinho, privado e de janelas grandes, num cômodo da minha oração. De longe eu sorri com cautela, de perto me distanciei daquele sonho e, retraído, ofegava palavras e soletrava suspiros. Já era sexta e todo carnaval haveria de ter seu fim. Ainda carregava medos na mochila, mas atirava migalhas ao chão, afinal, ela sempre gostara de alimentar pássaros.

Um comentário:

  1. É tão triste pensar deste modo, mas é bem conveniente, esse seu texto é legal retrata bem ao fundo o que o personagem sente. Rico em detalhes, detalhes que estando ao lado de um amor é bom se acompanhar. Gostei muito!

    www.odiariodeumdesenhista.blogspot.com

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