
E seu sorriso brilhava mais que os cristais que segurávamos nas mãos, suas bochechas salientavam uma espécie de doçura de espírito e me cativava com seus olhos tão humildes, tão misericordiosos. A conversa sobre os temas que eu não entendia, persistia; disparei olhares para os quadros do bar, para o avião suspenso no teto e ao busto de Elvis Costello animado. E ela estava ao meu lado, meio injustiçada por ter que interagir com assuntos que geralmentesão discutidos numa segunda-feira nublada, mas mesmo assim seus dedos preenchiam as juntas dos meus, montando uma espécie de quebra-cabeça. Quando ela sorria, nunca perdia seu encanto; quando ela não sorria, sabíamos que era hora de voltar ao oftalmologista.
não me canso de ler... reler... lindo!
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