29 de setembro de 2011

Sentada numa cadeira de balanço, ela estava. Estava com uma fisionomia angelical, seu sorriso se esparramava pelo rosto fazendo as bochechas salientarem-se, deixando os olhos pequeninos como os de uma gueixa. Ela sorria, sorria, sorria. Não dizia nada, apenas sorria. Enquanto a mãe fazia uma oração, olhei pra ela e agradeci por ela ter sido tudo o que foi e no fundo, quis novamente estar com ela. Quando voltava da aula fiquei contente em olhar pro seu retrato, ainda em tinta a óleo, escondido no alto da parede do corredor. Fazia meses que não olhava pra ele.

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