
Agora imagine se olhássemos, naqueles dias, pelo buraco da fechadura os dias atuais, será que realmente no futuro, que é hoje, teríamos alguma paz ? Seríamos loucos então, sem perceber o quão alva e rija é a interpretação do teu ser, choraríamos mares de crocodilo e nos banharíamos em lágrimas turvas, nos questionaríamos, inexatos, que outra razão poderia haver para a existência do tamanho magnetismo que existe entre a desgraça e o karma teu ? Pudera eu levar-te rosas, um poema e meus cumprimentos, olhar nos teus olhos e dizer que és meu contentamento. Entregar-te-ia uma carta na qual exponho minhas sinceras saudades, mesmo sabendo que tuas mãos não mereçam segurar as palavras minhas. Calçaria em teus pés sapatinhos cravejados de rubi, sob o palco luzes a nos seguir, dançaríamos desajeitados, esbanjaríamos desgraça e descompasso, mas afinal, nunca precisamos acertar o passo pra fazer da nossa valsa um espetáculo.
Seus textos para Cecília são os melhores. Parabéns.
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