11 de dezembro de 2011

Honey Baby

Longe da sua morada, chorava por não haver nada que fosse, assumidamente, aquilo que seus olhos gostassem de ver. Embora as notícias não fossem boas e os remédios estivessem caros, sobravam resquícios de felicidade escondidos no canto dos olhos que não cansavam de vê-lo nas manhãs de domingo. O colchão afundado e a mão que permanecia aberta sob seu peito, o coração palpitando forte, sôfrego, ininterrupto. Tudo aquilo não era nada. O suficiente pra tornar os olhos castanhos, verdes.

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