
E por trás da cama se escondia um verso, ou era o verbo querendo se materializar. E naquele silêncio, chafurdavam pensamentos que por ali costumavam a ficar: bobos ou sérios, com ou sem nexo, o sabiá exaurido na janela insistia em cantar. No canto daqueles sons, afinados e dissonantes, palmilhava os dedos na barba e tomava cerveja quente até a evitar, surrupiava os velhos choros e com um sorriso, seu rosto tornava a enfeitar. Quem sabe esperasse que logo, não muito distante, com um giz de lousa a escrever na parede branca o menino da risada boba pudesse voltar. Atrás da cama se escondia o verso, que no segredo da efemeridade de sua essência, uma aquarela de eternidade poderia esboçar.
Ne vous déplaise
ResponderExcluirEn dansant la Javanaise
Nous nous aimions
Le temps d'une chanson
Serge Gainsbourng
Essa música é incrível!
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