18 de julho de 2011

Sentada ao meu lado

Era preguiçosa.
A típica mulher moderna: miojo era muito mais comida que arroz e feijão, mantinha um blog secreto onde expunha, com destreza, todos os episódios de sua cotidiana vida universitária, fumava cigarro branco e assistia o canal de animais enquanto o excesso de entretenimento da tevê a cabo não oferecia nada. Perguntada sobre seu maior sonho, respondeu: "Ah, tenho tantos". Pensou, pensou. Não respondeu, afinal, era segunda-feira e isso já era suficientemente intragável. Com a mão nos lábios, ainda bisbilhotava sua mente em busca da tão enfadada resposta e comparou-a com a descrição de um usuário de bate-papo. E voltou a se enrolar no cobertor: aquela pergunta lhe deixara com frio.

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