4 de julho de 2011

Prévias de agosto

E sendo aquela a sentença, recolhia as mãos ao bolso e mantinha a poesia guardada. Ela sabia como ninguém partir sem deixar vestígios. Cecília, que um dia que se escondeu atrás de Clarice Lispector nas prateleiras da biblioteca, agora se refugiava no destempero de um novo silêncio, mais profundo e não menos intocável. Silêncios lúdicos, daqueles onde se extraía meticulosamente alguma expectativa, por mais vil que fosse. Enquanto observava aquela escolha arbitrária, esperava por agosto que não tardaria a chegar.

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