13 de outubro de 2011

17, 18...

Típico pensamento de quando nada se tem a pensar enquanto se tem dezessete anos: daqui a pouco chegarão os teus dezoito e mesmo que todo mundo tenha mania de torná-los alguma coisa chata de se viver, levantando os olhos em tom de nostalgia e sempre concluindo as frases com uma voz pessimista e áspera, você se fará ouvir por uma voz: "os teus serão diferentes". Em cada palmeira da estrada se deparará com uma espada e uma bandeira hasteada postas em nome do meu amor, que deixou mais dor que qualquer outro amor, que trouxe torpor e partiu sem levar nada. Peça ao grande Rei que não nos mate, não temos ouro algum, somos velhos mascates. E mesmo que ainda se pareçam muitos, são poucos e nem chegam a igualar o número de dedos de um corpo, não que isso seja alguma novidade, mas deveras isso seja necessário para torná-los um pouco mais apreciáveis, sem a obrigatoriedade de torná-los incríveis; isso deveria vir de dentro, coisa natural.

2 comentários:

  1. Estava procurando na net pessoas que, também, gosta do filme "O Mágico de Oz" e acabei encontrando você. Pessoas, assim, que viram o filme seria um prazer saber o que tens a dizer. Fiz uma postagem dele no meu blogger. Passa lá.

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