Quando eu sair daqui vamos casar na fazenda onde tão feliz foi minha infância. Daremos um trato na casa de alvenaria, pintaremos as paredes de tons claros e escolheremos com cuidado os quadros da sala. De manhã cedo garantirei que teu café esteja no ponto: as torradas com sua geleia favorita, o seu achocolatado na caneca certa e pra não ser clichê, a rosa cheirosa eu só darei quando estiver se arrumando frente ao espelho, depois de abraçar-te por trás e sussurrar em teu ouvido: bom dia. O meu cavalo também será teu, assim poderás cavalgar até o pé da serra pela estradinha estreita, cortada por um ribeirão de águas límpidas e pedras velhas. Cuidarei do jardim com garbo. Nele terá rosas graúdas, tulipas vermelhas, azuis e amarelas, camélias, gira-sóis, margaridas e aquelas pequeninas, que tem um cheiro deslumbrante. Todas invejaram a tua beleza, mas também desejarão ser colocadas atrás das tuas orelhas. De noite, não sobrará dúvidas de que serei teu por inteiro. O calor do forno a lenha a contrastar com a brasa nossa.
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