26 de abril de 2011

Anotações desfiguradas

Não quero cavar trincheiras entre nossos corpos, apenas quero me assegurar que terei sua respiração tocando meus mais impensados sonhos a cada anoitecer, também não quero me atirar de penhascos alheios, é só minha forma boba de me conhecer. Não profira que estou sendo louco sem antes acrescentar que toda minha loucura é minha vontade louca de você. Deixe-me um bilhete na porta do armário, acenda uma vela pra que um dia eu possa aprender que enquanto estiver do teu lado tudo em perfeita paz irá ser. Às vezes acordo amedrontado pelo que não há de ser, fecho os olhos e desejo acordado que nos próximos sonhos teu agasalho torne a tecer e que mesmo com dedos trêmulos de frio, teu rosto num céu inventado, se faça um sol iluminado a me aquecer. E se mesmo assim quiser do meu beijo roubado, te faço um pedido antes que se faça aborrecer: não só me espere ao teu lado, pois também dentro de ti quero viver. As cores do nosso céu ficam bonitas quando você me diz concentrado: “Deixa teus problemas de lado, pois de nada precisa temer”, é quando abaixo a cabeça e penso indagado quem será eu sem você.

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