Por trás do brilho fabricado e das estrelas postiças, se escondia um pequeno sorriso que enfeitava um angelical rosto de homem em pés de menino. Era feito de sonhos, grandes ou pequenos, pincelava céus prateados nas paredes cruas do quarto e se consumia, faminto, em seu próprio labirinto. Tinha noites de príncipe e plebeu quando deitava de lado num corpo que não era seu. Sorrateiro, bisbilhotava pela janela o sol a levantar, com um suspiro enfadado se confundia com o nublado intenso que mais parecia lhe decifrar.
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