6 de abril de 2011

Diferentes e idênticos

A única diferença é que fazia diferença e a fazia acontecer. Depois de tantos becos, ruas sem saída e trilhas desnorteadas, eles se encontraram, e planejaram criar novas pontes, juntos. Estava lapidado nas púpilas o que o coração escrevia a mão, sortiam-se sorrisos e beijos doces, muitíssimo doces. Se era proibido sentir, naquele instante a época era outra: a democracia sentimental podia se considerar consolidada. Fechavam os olhos e sonhavam, de vez em quando um pouco alto demais, mas naquela altitude já era permitida a perda do controle-racional-obrigatório. Em vez de doces, beijos. Em vez de poemas, rosas. Em vez de sonhos, realidade. Diferenças tão piegas, mas que geravam certa vontade de ser feliz que você não imagina.

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