8 de abril de 2011

Floresta do provável amor

Em passos lentos, caminhava pela floresta de um amor improvável. Improvável para quem quisesse usar um "im" antes de um "provável". De cabelos soltos, olhos atentos, mãos vazias, um modesto sorriso e o coração pulsativo que a guiava pelas clareiras estreitas da mata virgem e desconhecida. Era alto, suficientemente alto, olhos claros, tão claro quanto àquele insensato sentimento, um pouco misterioso, não tanto quanto as reticências dessa história em germinação. Não sabia quando, nem quanto, muito menos um porque, mas sabia que daquela estranha floresta gostaria de ser nativa. Em passos lentos, caminhava.

Para G.M.

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