8 de abril de 2011

Cobertores de inverno

O dia está caindo e logo vou te ver. As últimas chamas de um sol sorrateiro se acalmam no nostálgico azul do céu que lembra as telas azuis que Deus pintava na nossa infância. Escondidos, penteamos nossos cabelos e usamos o melhor perfume para que na nossa lua possamos logo amanhecer. A cidade está empolvorosa, logo é fim de semana, logo é sexo, janta, álcool, drogas, silêncio, vazio. Estou tecendo o mais bonito suéter pra te vestir, não é de algodão nem tem fios de ouro, mas tem as linhas de uma história que gostaria muito de tecer contigo. Logo o inverno chega, chegam também os chocolates quentes, os filmes água-com-açúcar e a vontade boba de dividirmos o mesmo quentinho. Deve ser por isso que o nosso amor é uma espécie de cobertor: nos mantém aquecidos, protegidos e ainda por cima nos deixa bem próximos um do outro. De uma coisa eu sei: vamos precisar tecer um pouco mais esse cobertor, afinal, os invernos andam ficando mais rigorosos a cada ano, não é ?

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