6 de abril de 2011

Soneto assimétrico

Vem e deita nos meus braços, se esconde entre meus anseios e pinta de ouro meus espaços. Rompe o formal e estende tua esteira no meu quintal, silencie meus gritos e liberte meu silêncio. Rouba minha noite, depois me oferece teus dias, esconda o recatado, me faça tua orgia. Perpetue meus pensamentos, tempere minha alegria, desprograme a vida do automático, me escreva uma poesia. Cadencie os olhos meus e faz-me perder nos teus minha secreta melancolia. Me mapeie no teu afago, conte-me as estrelas das estrelas, me reserve um novo sorriso pra uma nova segunda-feira.

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